| Texto de Ssmaia Abdul e fotos de Amanda Erthal

“Se você gosta de poesia, é provável que nos encontremos um dia. Não falo da poesia que rima os versos, nem daquela que declama ou chora o amor.

Falo de uma poesia que não é egoísta, que vai além da experiência de quem a escreve. Uma ferramenta que une palavras para descrever e narrar acontecimentos do corpo humano.

Ao abrir-me, você terá a oportunidade de fazer uma viagem para seu próprio corpo, voltar ao surgimento de vocês, seres humanos: – De onde vim? – Do átomo de carbono?

Seu corpo todo está dentro de mim e apesar de ser conhecido comumente como máquina, é também poesia.

Quando, em suas mãos eu estiver, dificilmente seus olhos irão se desviar. Em sua mente poderá surgir imagens de você por dentro, talvez de seu coração bombeando sangue ou de seu pulmão inflando.

Irá recordar-se de que há fluídos diversos dentro de ti; de que tua pele guarda tua carne, de que por ela passa uma cadeia de músculos e que lá no mais fundo do teu corpo, estão seus os ossos, que lhe permitem andar, sentar e movimentar-se!

Irá lembrar que nascera de uma placenta. Irá dar-se conta de que sua coluna vertebral é composta também por “pilhas de anéis que encapsulam a geleia na medula”.

Será que você imaginava isso tudo? Está o tempo todo consciente de que você, leitor meu, tem um corpo que não para de trabalhar, mesmo enquanto dorme?

Não sou humano, mas também tenho corpo. Minha carne é celulose; meu sangue, tinta tipográfica. Tenho cento e onze páginas. Meus órgãos, são poesias!

Podemos nos encontrar em alguma livraria ou no site https://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?products_id=428

Meu pai chama-se Alexandre Guarnieri.

Muito prazer, meu nome é Corpo de Festim!”

 O Corpo do Corpo de Festim:

A capa de cor cinza com o título escrito na horizontal na cor vermelha traz uma  imagem de Houdini, o contorcionista e trapezista que se tornou o mais famoso ilusionista de todos os tempos. Apaixonado por mágica era ousado e destemido (assim como Corpo de Festim). Apresentava-se ao público sem roupas, apenas com shorts, tendo o corpo todo acorrentado e algemado. Seu número consistia em libertar-se sozinho de tais correntes num curto espaço de tempo.

Acorrentado e com o dorso levemente inclinado para frente, seu semblante nos provoca inquietação ─ Em que ele, Houdini, estaria pensando? ─ Suas sobrancelhas levantadas, junto à testa franzina com o olhar paralisado sem saber para onde está direcionado, sugere a presença de angústia.

No canto superior direito, o símbolo que o revela como o melhor livro de poesia escrito no ano de 2014: o logo do Quinquagésimo Sétimo Prêmio Jabuti, ocorrido em 2015.

Ao abri-lo, irá dar de encontro, nas grandes abas, com um saboroso comentário do poeta e crítico literário Amador Ribeiro Neto:

“E aí reside um dos grandes méritos de Alexandre Guarnieri: aventurar-se pelo universo temático, tornando-o como matéria de sua poesia…. Guarnieri toma o corpo humano em sua biologia mais anatômica, embrenha-se em suas partes…. Disseca o óbvio do corpo e nos revela o inesperado da linguagem…. O livro todo é metafórico. O que diz e o modo como o faz, remetem o leitor a uma antropobiologia que disseca a vida do homem uno e plural.”

Alexandre Guarnieri, autor de “O Corpo de Festim” | Foto: Amanda Erthal

O livro que trata poeticamente da anatomia e do funcionamento de nossos órgãos é capaz de provocar sensações das mais variadas. Cada corpo é único e irá sentir de maneira diferente toda a poesia do corpo humano.

Corpo de Festim não é um livro para poetas apenas. É um livro para todo e qualquer ser humano. Para quem gosta de deliciar-se com a poesia, em especial, a contemporânea, como diz Amador, referindo-se a Alexandre Guarnieri: “seu lugar na literatura brasileira contemporânea está assegurado.”

Dividido em três capítulos, somados a uma análise profunda e saborosa escrita pelas mãos de Mauro Gama[1] e de José Elias Neto[2], a leitura é capaz de nos deixar sem

ar e causar sensações das mais variadas.

“… nas tripas da mais velha estrela; oceanos amnióticos; a antessala líquida do mundo; rio sanguíneo; samambaia dos nervos; contínua ilha viva; gruta muscular; pilhas de anéis; marfim fissurado sob cabelo; indissociáveis siamesas; idade placentária; irreversível descompasso; corpo de espantalho…”

São expressões utilizadas de forma não só poética, mas também estética ao falar sobre o corpo. Esta máquina que todos nós temos e que de seu bom funcionamento dependemos para viver bem, apesar de a maioria desconhecer sua anatomia.

É isso que Guarnieri faz: apresenta-nos o corpo por dentro, como quem faz uma autópsia. Aborda seu funcionamento, sem deixar de citar a disfunção do mesmo. Por isso, sua poesia também discorre sobre o adoecimento, sobre a morte que se morre aos poucos e a morte final.

Corpo de Festim é um livro que, ao abri-lo, você tem a sensação de estar abrindo o próprio corpo. Começa a tomar consciência dele, de suas partes que, juntas, formam um único sistema. Quem o lê, desvenda o funcionamento biológico (e também poético) do corpo humano e se dá conta do modo incrível de como ele trabalha de forma harmoniosa e autônoma!

Tudo funciona de maneira involuntária. Você não precisa se lembrar de que é necessário respirar. Descobre que o cérebro, vulgarmente chamado de massa cinzenta, é o habitat de nossos neurônios e o grande maestro que comanda a fantástica sinfonia do nosso organismo.

Você é você, mas não é. Você é, na verdade, o seu corpo que funciona através dos comandos cerebrais.

Se você, leitor, chegou até aqui, é porque realmente está interessado!

Nas próximas páginas irá tomar conhecimento da história deste atrevido livro, que surpreendeu os jurados naquele ano de 2015 que tinham a árdua tarefa de selecionar quem representaria a poesia brasileira escrita no ano anterior.

 

 O anúncio do Prêmio Jabuti e toda a graça de Guarnieri:

Setembro de 2016, último sábado. Guarnieri me recebe em sua casa, um  apartamento no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Do lado de fora, a porta nos diz um pouco sobre ele: uma pequena placa fixada com letras garrafais, escrito “POETA”.

De um jeito despojado, veste bermuda e camiseta. Convida-me a entrar. Espontâneo, não parecia preocupado em ser entrevistado.

─ Senta, fica à vontade! Vou pegar água pra gente!

Em sua sala de estar, que combina móveis rústicos com um sofá contemporâneo, nossa entrevista-conversa se inicia e pouco a pouco, mergulhamos, entre palavras e risos, na história que lhe premiou com o Jabuti.

Guarnieri conhecia o processo, pois havia se inscrito no ano de 2012 com seu primeiro livro, chamado Casa das Máquinas, Editora da Palavra, Rio de Janeiro, 2011; que você pode conhecer aqui:

https://issuu.com/alexandreguarnieri/docs/casa_das_m__quinas_2011_alexandre_g

 

Ele explica: “o Prêmio Jabuti é composto por duas etapas, na primeira são eleitos os dez finalistas. Dentre eles, serão escolhidos os vencedores, que figuram em primeiro, segundo e terceiro lugares.”

“As inscrições ocorrem no meio do ano, no mês de julho”, diz. Em meados de outubro são divulgados os dez finalistas.

Guarnieri queria, ao menos, estar na lista dos dez. Para ele, era o suficiente. Já que o Jabuti é considerado um importante prêmio para os literatos, o que agrega valor no currículo e na biografia do autor. Conta que “não esperava ganhar em primeiro lugar.”

No entanto, a realidade o surpreendeu. Guarnieri é funcionário público. Estava no local de seu trabalho, junto aos seus colegas, posicionado em sua estação.

De frente ao computador e nele concentrado, começa a ouvir seu celular: bip, bip, bip! Os repetidos toques não paravam, fazendo com que Guarnieri verificasse o que estava acontecendo. Pega o celular em suas mãos e dá-se conta de que são inúmeras mensagens em seu Facebook, dizendo “parabéns”.

─ Tem algo de errado! Não é meu aniversário! Pensou.

Com uma gargalhada, continua:

─ Quando fui ver era o resultado do Jabuti! Fala expressando certa indignação, ao estender os braços para frente de seu corpo, inclinando levemente o tronco para trás, como se tivesse levado um susto.

Na ocasião, Guarnieri havia se esquecido da data em que a lista dos dez finalistas seria divulgada. “Pensei que seria na semana seguinte.” Quando soube, conta que “ficou emocionado e com a voz embargada.” A data era 22 de outubro de 2015.

O livro foi o vencedor do Prêmio Jabuti de 2015 | Foto: Amanda Erthal

Desde então, ficara ansioso para a lista dos finalistas e não perdera tempo.

─ Desta vez eu sabia a data (19 de novembro) e fiquei entrando no site da CBL (Câmara Brasileira do Livro), órgão que organiza o prêmio. Mas o site estava travado, não consegui acessar. Estava no trabalho.

Guarnieri teve a ideia de pesquisar no Google. “Como a sessão é aberta, havia vários jornalistas. Um deles trabalhava num jornal reconhecido e rapidamente noticiou os ganhadores. Quando vi o meu nome, dei uma enorme gargalhada e fiquei eufórico!”

─ Caramba! Eles são loucos! Tiveram esta coragem! Relata Guarnieri e em seguida solta uma gargalhada contagiante que fez-me rir junto.

Em sua opinião, “os júris estão mais abertos ao novo, dando mais atenção a estilos diferentes de fazer poesia. Acredita, porém, que é semelhante à loteria, pois depende da sensibilidade da composição dos jurados”.

─ No meu caso, acredito que meu livro caiu nas mãos de pessoas que estavam alinhadas com o tipo de linguagem do Corpo de Festim.

─ O que mudou em sua vida? Pergunto.

Guarnieri expressa um sorriso tímido e entrelaça suas mãos. Sentado no sofá, responde com sua fala tipicamente carioca:

─ Ah, precisei arrumar um lugar para ele (o prêmio, que é uma estatueta) na minha casa. Tenho uma estante gigante que fica na minha sala. Nela, escolhi uma prateleira só para a estatueta, onde coloquei também os livros de todas as antologias das quais participei, mais uma iluminaria antiga do tipo que havia em bibliotecas com a luz verde.

Diz que “apenas isto mudou, somado à responsabilidade”:

Acredita que o prêmio lhe trouxe mais responsabilidade como poeta e como escritor. “É como se agora eu precisasse mostrar que tudo o que escrevo é bom. Fiquei mais crítico, mais exigente ainda com o que escrevo.”

Corpo de Festim ganhou o Prêmio pela Editora Confraria do Vento, Rio de Janeiro, 2014. Atualmente, está em sua segunda edição, pela Editora Penalux, Guaratinguetá, 2016.

Gestação e nascimento do livro:

Corpo de Festim começou a ser escrito no final de seu primeiro livro, Casa das Máquinas, que levou quinze anos para ficar pronto.

Achava que era impossível tornar-se escritor ou publicar alguma obra. Por isso, “escrevia para seu deleite” a partir de situações, momentos ou emoções que lhe causavam incômodo.

─ Era um exercício pessoal. Fui escrevendo poemas até entender que tudo o que já havia escrito formava um conjunto.

Este processo fez Guarnieri perceber que havia uma “energia sendo investida num determinado tema- o corpo -, o que alavancou o surgimento de outros poemas. Por esta razão, não tem uma data específica de quando nascera o livro.

─ O processo de escrever poemas é intuitivo, repleto de altos e baixos. Não é linear. Você tem um poema, dois, três, quatro, aí você: opa! Ascende uma luz que fica piscando – pu! pu! pu! O tema começa a ficar claro. Você vai escrevendo outros poemas e se deixa contaminar por assuntos que imantam aquele tema e te alimentam de alguma maneira.

─ Tudo vai ficando mais racional: preciso escrever um poema sobre o coração, por exemplo.

Atualmente, tem claro para si que Corpo de Festim nasceu a partir de sua experiência com Casa das Máquinas, em que poeticamente, retrata o funcionamento de máquinas diversas.

“Em algum momento dei-me conta de que o corpo também é uma máquina. Eu já tinha alguns poemas com este tema. Corpo de Festim é o resquício da Casa das Máquinas.”

Após este processo de conscientização, Guarnieri passa para outra etapa de  produção. Inicia uma fase de pesquisas, adentrando em um universo desconhecido. Dicionários e enciclopédias médicas foram utilizados; bem como busca por palavras que poderiam compor os poemas.

 

─ Ao ler algum artigo médico, por exemplo, encontrei palavras desconhecidas e que tinham um som maravilhoso! De alguma maneira as incorporo nos poemas, procurando formar uma escultura sonora.

Para Guarnieri, a pesquisa é fundamental para compor sua poesia.

Por isso, estudou o corpo humano e seus órgãos. Fora em busca de palavras que combinassem seus sons.  “As palavras precisam se encaixar, ter uma sonoridade que faça sentido naquele poema.”

─ É! Acho que é isso, sou um artesão da palavra. Comenta e em seguida, descreve:

“É como uma colônia de bactérias, um esporo que solta outro e vai se ramificando. Começa de dentro para fora, não pode ser uma imposição.”

Ao questionar sobre sua escolha para o título do livro, Guarnieri revela, num tom de brincadeira, apesar de estar falando com seriedade:

─ Quis brincar um pouco com esta palavra contraditória (festim), que tanto pode representar uma festa, como uma munição falsa. Quero que cada leitor encontre o seu significado no livro.

O estilo livre, leve e solto de Guarnieri:

Se há algo que não combina com o estilo despojado de Guarnieri é o controle.

É amigo do verso livre, também chamado de irregular, em que o verso ou a linha é quebrada a qualquer momento. Dá de ombros para os números de sílabas em cada verso.

─ Nunca quis estudar a fundo a poesia métrica[3]. O poema tem que causar uma estranheza, um desconforto, até para quem está escrevendo. Eu quero ser surpreendido pelo poema!

Para o autor, compor um poema tendo que contar suas sílabas, é uma forma de controle que pode acabar com a arte e com a inspiração.

A estranheza e o desconforto, vem por meio da forma irregular de compor.   “Assim, os poemas podem provocar uma inquietude no leitor, levá-lo a uma reflexão. Escrevo com este intuito, de pensar em algo que nunca havia pensado ou, quem sabe, modificar o modo de pensar anteriormente.”

 

No entanto, enfatiza: ─ Não há certo nem errado na poesia; cada poeta encontrará a maneira que mais lhe agrada.

Guarnieri também não segue um padrão de horário ou local específico. Quando a inspiração lhe visita, para onde estiver. Encontra qualquer pedaço de papel “nem que seja um guardanapo de bar”.

 Jabuti, o Prêmio:

Jabuti é um animal parecido com a tartaruga. Semelhantes mas distintos, é um réptil pré-histórico, lento e terrestre, o que o diferencia das tartarugas.

O Prêmio recebeu este nome visando valorizar e reconhecer a cultura brasileira. Monteiro Lobato[4] em uma de suas histórias infantis, criou o personagem jabuti, uma tartaruga que, apesar de ser vagarosa, era obstinada e esperta. Características estas que, cá entre nós, precisam estar pressentes nos autores que se inscrevem no Prêmio.

A primeira premiação ocorreu em 1959.

Além de contemplar vinte e sete categorias, desde romances, documentários, capas, literatura infantil, tradução e poesia, o objetivo é destacar a qualidade do escritor premiado:

“… ganhar o jabuti representa dar à obra vencedora o lastro da comunidade intelectual brasileira, é ser admitido em uma seleção de notáveis da literatura.” (www.premiojabuti.com.br)

Ocorre anualmente e está aberto para qualquer pessoa e editora independente, desde que tenha lançado o livro no ano anterior ao prêmio.

Os jurados se diferem a cada ano e são compostos, para cada categoria, por pessoas altamente qualificadas em suas áreas de atuação.

Além da curadoria de Marisa Lajolo[5], há o Conselho Curador que tem como propósito, acompanhar as etapas, analisar e deliberar sobre casos omissos, além de ser responsável pela formação do corpo de jurados.

O Prêmio não se resume apenas em reconhecer a melhor obra, é também um incentivo à leitura, diante das novas revelações que são feitas em cada categoria.

Considerados grandes poetas, nomes como Cecília Meireles (1964), Carlos Drummond de Andrade (1968), Adélia Prado (1978), Hilda Hilst (1984), Manoel de Barros (1990), Vinicius de Moraes (1994), compõem a lista dos ganhadores.

 Afinal, quem é o pai de Corpo de Festim?

Seu nome é Alexandre Guarnieri. Carioca, nasceu em 10 de maio de 1974.   Escreve desde a pré-adolescência, “desde os meus doze anos.”

Começou a escrever diários, cartas para namoradas e alguns poemas. Não parou mais. Porém, não fazia ideia de onde chegaria, nem do que estava escrevendo.

A seu ver, “a fala cotidiana não dava conta de seus sentimentos e de suas sensações; por isso buscou outra forma de expressá-los.” Somente com o passar dos anos descobriu que era poesia.

Com o tempo, diz que fora “sequestrado”.

─ A poesia roubou minha vontade de dizer as coisas e fui despertando para esta outra forma de se comunicar, que é através da arte da palavra.

Em 2000 formou-se em História da Arte pela UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro e seguiu cursando Mestrado na Escola de Comunicação da mesma universidade, defendendo sua tese em 2002, sobre Tecnologia da imagem.

No ano de 1993, começou a participar de eventos de poesia falada em sua cidade natal. Atualmente, as oficinas de poesias ainda fazem parte de seu cotidiano.

Em 2012 integrou o corpo editorial da revista digital Mallamargens[6], voltada para poesia e arte contemporânea. O principal objetivo é favorecer um ambiente de troca e diálogos literários entre autores, bem como proporcionar visibilidade à produção do mesmo, podendo favorecer o contato com o meio editorial.

Apesar de ter ganhado o Jabuti de 2015, finaliza: “não tem nada de genial no que faço, o meu jeito de escrever poesia é a minha referência apenas, a minha forma de me expressar. Cada um tem a sua.”

 

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Contatos:

Alexandre Guarnieri: alex.guarni@gmail.com – facebook.com/alexandre.guarnieri facebook.com/corpodefestim

Revista Mallamargens:  www.mallamargens.com

Editora Penalux: www.editorapenalux.com.br / penaluxeditora@gmail.com

 

 

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Ssmaia Abdul, psicóloga há 17 anos, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Especialista em Terapia Narrativa e Práticas Colaborativas. Pós-graduada em Jornalismo Literário. Escreve sobre o que lhe toca. É apaixonada por livros e histórias de vida.

 

 

 

  1. Mauro Gama – Poeta, tradutor, ensaísta e crítico literário, natural do Rio de Janeiro. Estudou letras clássicas e ciências sociais, em que se licenciou pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
  2. Jorge Elias Neto é poeta, médico cardiologista e pesquisador. Membro da Academia Espírito-Santense (ES) de Letras.

 

[3] Métrica é a medida do verso de uma poesia. Verso é cada linha e seu conjunto, forma a estrofe. A poesia métrica tem seus versos contados a partir de suas sílabas, de forma que todos eles devam ter o mesmo número.

 

[4] Monteiro Lobato: Contista, ensaísta e tradutor, nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo em 1882 e faleceu em julho de 1948. Ficou conhecido por seus contos infantis, cujo o de maior sucesso é o Sitio do Pica Pau Amarelo.

 

[5] Marisa Lajolo: Mestre e Doutora em Literatura pela USP, pós-doutora na Brown University, Professora de Literatura na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na Unicamp.

 

[6] www.mallamargens.com

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Ssmaia Abdul

Ssmaia Abdul é Psicologa formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, mora em São Paulo e tem especialização em Jornalismo Literário .

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