“A alma do trabalhador é como um carro velho só dá trabalho” (música A Bola do Jogo, Mundo Livre S/A).

Você pode pensar o contrário desta afirmação, porque, talvez, não tenha sentido o prazer de empurrar um carro velho. Dar tranco, entrar num carro com duas portas que emperram e abrem apenas no solavanco do ombro. Sem aquecedor, com vidros de abertura manual, para no meio da rua, falta manutenção e grana (do condutor). Assim é o trabalhador que desgastado só pega no tranco, funciona manualmente e vive dando manutenção.

O nome “trabalho” tem origem de um instrumento de tortura chamado, Tripalium. Logo, toda vez que se escuta esta palavra a pessoa sente calafrio, fica trêmula, chega a suplicar. Claro que todos estes sintomas aparecem logo de manhã e antes de levantar da cama. Agora da para saber porque muitos não gostam de trabalho, tortura. A associação com dinheiro não o torna mais prazeroso, pois a ideia é fazer o que gosta e ganhar bem, contudo poucos conseguem. Se a gratificação pelo trabalho é forma de prazer, ainda é sinônimo de angústia, pois mesmo que a remuneração seja justa, ainda é pouco.

O trabalho dignifica o homem. Quem trabalha é digno e segue um caminho de retidão, neste momento a palavra ocupação faz sentido, pois o trabalhador sem ocupação não é digno. Pensamos. A pessoa que não tem ocupação não faz parte da sociedade, esta à margem dela, então, logo, o trabalhador fora da sociedade é um marginal, um desocupado, privado dos seus direitos e vive ao redor da sociedade.

Em 1885, foi aprovada a lei do Sexagenário que beneficiava escravos acima dos 65 anos (atualmente, esta lei mudou chamasse Aposentadoria por Idade) ou Reforma da Previdência. Os negros ganharam a liberdade a partir da Lei Áurea, por meados do século XIX o Brasil aboliu a escravidão, ou seja, o trabalho sem remuneração, posto isto, os negros ficaram sem trabalho, casa e fora da sociedade virando marginais. Entretanto, alguns ainda continuaram a trabalhar nas fazendas, porém boa parte ficou desempregada.

Para suprir (substituir) a necessidade de mão de obra, estrangeiros imigraram para o Brasil para trabalhar nas lavouras, na produção de café e cana de açucar. Entre eles italianos, alemães, holandeses, poloneses e outros. A migração era fato comum às populações da Europa, deslocavam-se para outras cidades, em períodos sazonais, e retornavam após o término da colheita (mudou também LEIA-SE horário de trabalho e itinerário).

A vinda era custeada pelo empregador, a oferta era boa além da oportunidade de serem donos de terra. Pois é, o sonho eterno da casa própria, ledo engano. Tanto é que a palavra lavor tem origem do trabalho manual praticado nas lavouras, ou ainda significa atividade intelectual.

Resumindo no mínimo você trabalha 35 anos, para não precisar trabalhar, após este tempo não tem mais ocupação, trabalho ou lavor, entretanto você não é um marginal. Uffa! Agora você é aposentado.

UMA RESSALVA PARA ESTE TEXTO QUE FORA ESCRITO NOS TEMPOS DE FACULDADE, OU MELHOR, ATUALIZAÇÃO. ISTO SE VOCÊ CONSEGUIR. BOA SORTE!!!

 

 

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Mario Luiz Costa Junior

Iniciante, recém chegado do jornalismo moleque. Estilo namoradinho da verdade. Charmoso e dengoso nas letras. Deambulante da desinversão da pirâmide invertida. Ativo e passivo no lead e sub-lead. Não dispensa ‘A história da minha vida’ com Renato Gaúcho.

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