Coluna Versando 

Mesmo com o amplo trabalho de conscientização, desde a infância, sobre a necessidade de cuidar da produção e descarte correto dos resíduos particulares, domiciliares, industriais, comerciais e agrícolas, o lixo continua ainda sendo um dos sérios problemas nas cidades e seus arredores. O que é chamado de lixo, na verdade é um recurso valioso que poucas pessoas se dão conta. Mas para que o mesmo possa ser aproveitado, é necessário separar o lixo úmido do seco porque todos podem ser utilizados para os mais diferentes fins. Cascas de legumes e frutas, restos de alimentos, verduras, ossos, podem virar adubo, gás combustível e gerar energia para abastecer máquinas, pequenas empresas e até vilas ou cidades inteiras.

Os resíduos secos podem ser reaproveitados, reciclados e transformados em outros objetos para as mais diferentes utilidades e ainda gerar renda para muitas pessoas ou instituições.

Mas como chegar ao ponto de não ter problemas com o lixo se um ato simples como separar o lixo seco do úmido ainda não acontece na maioria das casas e instituições públicas e privadas? Muitas vezes, separa-se o lixo nos pequenos ambientes como salas e escritórios, mas quando o mesmo chega ao destino final de seu depósito, seja no espaço doméstico ou empresarial, é misturado num mesmo latão e acaba indo para os aterros sanitários ou é despejado em lixões clandestinos.

A busca de soluções para o lixo exige cada vez mais que a sociedade como um todo veja a necessidade de mudança de hábitos e mentalidade em relação a tudo que usa e consome.

Investir apenas na coleta e destinação dos resíduos, não vai resolver o problema, pois aumentando a população nas cidades e mantendo-se o padrão de consumo de produtos industrializados, os resíduos aumentarão também.

Os empresários, donos de indústrias e comércio, precisam tomar consciência de que são responsáveis pela produção de grande quantidade de lixo na confecção e venda de seus produtos, pois a maioria das coisas que são comercializadas vêm dentro de embalagens cada vez mais sofisticadas para chamar a atenção das pessoas, as quais como consumidoras finais acabam ficando com o ônus do lixo, que na verdade foi produzido pelas indústrias que não tem programas para o retorno das embalagens,  e as mesmas acabam sendo descartadas sem um destino certo a não ser os lixões ou o meio ambiente.

Dos mais de 5.570 municípios brasileiros, 76% deles destinam seus resíduos para lixões, sendo que muitas das cidades, ainda não tem a preocupação de reciclar ou cuidar da separação do material hospitalar de outros resíduos. Essa situação, além de gerar problemas ambientais, afeta também a saúde da população que eventualmente tenha contato com esses depósitos.

Atitudes corretas em relação ao lixo dependem de cada um de nós, como consumidores, separando e cuidado dos resíduos que produzimos e como cidadãos exigindo que o mercado ofereça produtos de forma mais responsável.

 

  • Você se responsabiliza com o lixo que produz?
  • Ao adquirir produtos para seu uso e consumo, você observa e procura levar aqueles que tenham menos material a ser descartado?
  • No seu local de trabalho, estudo, lazer, você tem colaborado para criar um ambiente coletivo, onde o lixo seja tratado de forma correta e responsável? De que maneira?
  • Na sua opinião, de que forma as indústrias e o comércio, poderiam se responsabilizar nessa questão de gerenciamento do lixo que elas geram na produção e venda de seus produtos¿

Se cada um fizer a sua parte é possível construir uma sociedade onde o consumo de bens e produtos, seja feito de forma mais consciente e uma cidade limpa, livre de lixo pelas ruas e ambientes naturais, seja a realidade desfrutada por todos.

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Irene Grockotzki

Professora Irene Grockotzki é professora de Geografia, formada pela UFPR trabalha na rede estadual de ensino há 27 anos.

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