Me peguei pensando nisso, como quem pensa no futuro, ou em um amanhã imprevisivel. Por certo que já não tenho nada alem de canções e sorrisos, que me impelem a verdadeira felicidade, mesmo quando me esqueço de apagar as luzes e limpar os pés depois de pisar no barro molhado,no gramado , no asfalto pintado. Sorvendo pequenas quantidades de whisky ou de café, qualquer uma dessas que me deixe em pé. Rimando ao som de um jazz, pensando em provas de matemática ou de amor, entre números e sabor.Em cima da pedra, pronto para pular e abrir as portas do porão da alma, já que felicidade não entra por portas trancadas.

Me peguei abrindo as janelas, apagando as velas e deixando a luz entrar, querendo sentir o amor ou mar. Como quem se entrega ao vento da primeira brisa da manhã.Há quem compare o pecado a maçã,quem confia no céu como em uma irmã.Me atiro no som, ou me atiro do alto, vendo beleza em músicas ou em meninas de salto, lembrando de um amor das parabolas de um aralto, eu penso e eu falo: Resolver desdizer tudo que disse, apagar, convencer, mentir ou decipar a mesmisse, sangue real que não quer ser principe, mendigo que não quer ser bacana, macaco que prefere cachaça a banana. Não quero, não gosto ou não vou a negatória que ainda denuncia o que sou, sem loucas ou louças pra lavar , sem carros ou canções de ninar. sou tudo e nada disso ,com portas e janelas abertas, da alma ou do lar, já quem em porta fechada , felicidade não consegue entrar!

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Biólogo com especialidade em toxicologia alucinógena por formação, toca contra-baixo por teimosia, escreve por necessidade, mas a sua real vocação é almoçar. Escreve no seu blog acamadepregos mas nem sempre.

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