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Quem a vê andando toda de branco, apressada pelos corredores do Hospital, não imagina que por traz daquele jeitinho de menina, com as bochechas vermelhas pelo esforço de chegar no horário para atender o paciente, exista um conflito interno de duas entidades, metades distintas que na verdade é a mesma pessoa. Uma quieta, calma, uma espécie de anjo que chega beirar a devoção, a outra metade um criatura feita de luxuria, um animal selvagem, feito de instintos viscerais, que só segue as regras do seu próprio mundo. Um universo dentro de um universo.

A primeira metade é aquela guria, que você vai levar no shopping de mãos dadas, apresentar pra mãe e ficar embasbacado como um ser tão angelical e lindo pode ter caído nas suas graças. Como aquela garota, com aparência tímida, com as sardas quase escondidas pela fina camada de maquiagem pode ser Deus e o Diabo num corpo só.

A segunda metade é o que ela é por dentro, livre de segredos, de pudores, parte loucura, parte desejo. Uma ruiva camuflada pelos cabelos tingidos de preto, tingidos a tanto tempo que nem mesmo ela se lembra qual a sua verdadeira cor. Mas ela é ruiva, de corpo e alma, e por ser ruiva, mesmo que escondida pelas camadas de tintura, esconde dentro de si o fogo do sol.

Sinto seu hálito quente próximo ao meu pescoço e paro de divagar em terceira pessoa. O plantão dela acabou, e agora ela vem ao meu pequeno laboratório quase caseiro, quase rudimentar, eu jogado na poltrona com meu copo de Bourbon fico impressionado, como ela consegue surgir pra reclamar minha alma e corpo quando eu menos espero, quando eu mais necessito.

Pega o copo da minha mão e sai com um sorriso de canto de boca. Diabos! Como ela fica gostosa vestida de branco.

Completa o copo com guaraná, e diz: Gosto de tudo mais docinho.

Levo minhas mãos à cabeça e dou risada de como ela consegue estragar um bom Bourbon e mesmo assim me deixar feliz por isso. Começa a dança de fera selvagem dela, essa noite ela veio reclamar minha pele, meus pelos, meus gemidos, sandices e desejos.

Ela é o tipo de mulher que quando se revela desperta o cio. A excitação vai ao pico, o pau fica duro e não há cristão que controle a fome e o desejo pelo pecado.

Ainda jogado na poltrona a vejo caminhar lentamente pelo meu laboratório/apartamento, já está descalça, eu sem camisa, ela desabotoando a dela. Deixando apenas um botão preso na altura dos seios, tamanho 44, perfeito pra encher a boca, pra encher a mão.

Sorri-me de um jeito indecente, e raspa as unhas no vidro do aquário em que guardo uma Cascavel. Já não saberia ti dizer qual das feras é a mais perigosa. Mas arriscaria dizer que a do lado de fora do aquário.

Ela se aproxima novamente e eu me levanto de supetão, agarrando-a pela nuca, beijando com uma fome que eu mesmo desconheço, com uma pressa pela pele, pelo veneno da boca, que faria até mesmo o Almodóvar corar.

Ela deixa, ergue o pescoço conforme vou beijando, crava as unhas pintadas de vermelho em minhas costas, e depois as arrasta, como uma gata que marca seu território com arranhões nas árvores.

Na pressa me atrapalho com o único botão preso, e como a fome e o tesão falam sempre mais alto, puxo de uma vez, fazendo-o saltar pela sala. A blusa vai pro chão, meio caminho andado, com a perícia que só é acrescida com os anos de treino, continuo a beijando e solto o fecho do soutien com uma das mãos enquanto a outra lhe afaga a bunda.

Agora a única coisa que priva seus peitos de bicos rosados da liberdade é a minha boca, que os beija, morde, e lambe em uma dança desesperada. Ela desata o cinto da minha calça e abre botões e zíper. A situação se inverte e ela assume o comando.

Me empurra pra poltrona e termina de arrancar minhas calças, a cueca box branca, favorita dela, sai logo em seguida. Revelando meu pau extremamente duro, e ela sem cerimônia alguma cai de boca, me fazendo ver o céu, sentir o fogo do inferno e querer me queimar mais ainda.

A essas alturas a temperatura do apartamento está a mais de 40°, a minha pele suada ainda clama pela dela. A puxo pra cima interrompendo o boquete mais gostoso da minha vida. Giro o corpo e a coloco debaixo de mim. Desato as suas calças e as puxo com o desespero de um moleque de quinze anos. Ela ri. A calcinha fio-dental de rendas branca é mais um convite, e como um cavalheiro que não recusa convites, a tiro com a boca, e logo vou beijando as coxas dessa moça, causando arrepio a cada contato que minha barba faz com a sua pele.

A língua chega ao caminho do paraíso, e vejo a melhor visão de todo o universo, ela se contorcer de prazer, gemendo de uma forma quase doce e muito selvagem.

As posições começam a mudar, ela vem e monta como uma Cowgirl, em uma cavalgada de tirar o folego, depois inverte, ela por cima, eu, de quatro, lado, frente, verso, embaixo em pé.

Gozando feito louco, com as pernas tremendo, respiro de forma pesada com ela deitada em meu peito. Afinal não é toda mulher que consegue fazer alguém dar três seguidas.

Ela me olha com ar de dona da situação e sorri. Dormimos ali mesmo, nus, porque sabemos que pela manhã treparemos de novo.

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Biólogo com especialidade em toxicologia alucinógena por formação, toca contra-baixo por teimosia, escreve por necessidade, mas a sua real vocação é almoçar. Escreve no seu blog acamadepregos mas nem sempre.

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