No final de agosto o lendário guitarrista e vocalista do Pink Floyd, David Gilmour, anunciou que a turnê “Pink Floyd´s David Gilmour Rattle the Lock World Tour 2015/2016″, para divulgar o álbum “Rattle that lock”, com lançamento previsto para o dia 18 de setembro deste ano, chegará ao Brasil em dezembro. As apresentações acontecem em São Paulo, no dia 12, Curitiba, no dia 14, e Porto Alegre, no dia 16. Além do nosso país, Argentina e Chile também serão agraciados com o show de um dos maiores nomes da história do Rock.

Portanto, listo aqui cinco ótimos motivos para assistir ao show de Gilmour que em Curitiba acontece na Pedreira Paulo Leminski no próximo dia 14/12.

1- Sua história como guitarrista e vocalista                                                                  

A história de David Gilmour com o Pink Floyd começou em 1968, quando foi convidado a integrar a banda de um antigo amigo de colégio, Syd Barrett. O grupo era formado na época por Syd, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason. O primeiro disco a ter Gilmour como guitarrista foi “A saucerful Of Secrets” de 68. E o primeiro crédito de David por autoria no Pink, foi pela faixa instrumental que dá nome ao álbum.

O Pink Floyd sempre foi um covil de gênios. Syd Barret, um dos fundadores da banda, que foi aluno de guitarra de Gilmour, foi fundador do grupo e dono de uma genialidade única que fez surgir o rock progressivo unindo a psicodélia dos anos 60 com música clássica, jazz e músicas folclóricas. Roger Waters então, dispensa comentários. Líder da banda por mais de duas décadas ele é responsável por The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall (disco autobiográfico).

Se Gilmour fosse apenas um bom músico seria apenas mais uma peça na lendária história do Floyd. Mas não era. David Gilmour, além de exímio guitarrista, de fazer os arranjos da maioria dos discos da banda, assumiu a liderança em 1985 quando Waters deixou o grupo. Foi responsável por discos como as obras primas A Momentary Lapse Of Reason e The Division Bell (1994), que a meu ver é um dos melhores da história do Pink Floyd.

Capa do disco "The Division Bell", a meu ver um dos melhores da banda

Capa do disco “The Division Bell”, a meu ver um dos melhores da banda

2- Primeira e última vez no Brasil?

Essa é a primeira vez que um integrante do Pink Floyd se apresenta no Brasil. E provavelmente a última. Com 69 anos de idade, David Gilmour já deixou claro que essa é provavelmente a última turnê de sua carreira e que uma união do antigo Floyd está, decididamente, fora de cogitação. Portanto, essa será provavelmente a última oportunidade de ver David Gilmour tocando em terras tupiniquins.

3- A produção do show deve ser um espetáculo à parte

Um fantástico show de Luzes que complementam as imagens impressionantes no telão e a voz e os acordes inconfundíveis de David Gilmour. As apresentações do Pink Floyd sempre foram incríveis. A banda, inclusive detém, segundo o Guinness Book, o maior concerto de Rock já produzido, o “The Wall Live In Berlin” realizado em 21 de julho de 1990 em Berlim. A produção envolveu 600 pessoas, um palco medindo 168 x 25m em seu ponto mais alto, um público estimado em 200 mil pessoas e a demolição de um muro de 2.500 blocos de isopor, simbolizando a queda do Muro de Berlim.

Depois que Gilmour assumiu a liderança da banda os shows ganharam um toque especial. Um exemplo é a turnê da qual surgiu o disco P.U.L.S.E gravado em 1994 durante shows pela Europa.

Agora, imaginemos a superprodução de Gilmour, sua voz e sua guitarra incontestável com a acústica fantástica que é gerada pelos paredões de rocha da Pedreira Paulo Leminski. Além disso, mesmo que o show seja para o lançamento do novo álbum do artista, Gilmour é detentor do direito sobre muitos clássicos do Floyd e eles devem ser interpretados para delírio do público.

Pulse

4- Um paranaense entre os músicos da banda de Gilmour

“Diga-me com quem andas que eu te direi quem és”, já diz o velho ditado. Pois eu lhes digo: “Diga-me com quem toca que te direi o tamanho de sua qualidade como músico”. Pois, o curitibano João de Macedo Mello, que nunca conheceu a Pedreira Paulo Leminski, vai conhece-la no próximo dia 14/12, não como expectador, mas como saxofonista da banda que acompanha David Gilmour.

Há dois meses João foi recrutado pelo astro do Pink Floyd para ser saxofonista de sua banda de apoio e convenhamos: Tocar com um dos maiores nomes da música não é para qualquer um.

5- Preço acessível

Na capital paranaense, serão apenas dois tipos de ingressos que devem começar a ser vendidos no próximo dia 10/09: pista normal e premium. A pista normal custará em seu 1º lote R$ 480 a inteira. A pista premium sairá por, R$ 1.040.

À primeira vista o preço parece salgado. Mas convenhamos: É a primeira e provavelmente a última apresentação dessa lenda na capital do leite quente. Além disso, se levarmos em conta o valor do show de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que aconteceu na Ópera de Arame no último mês, que custou entre R$ 310 e R$ 950, o preço para ver Gilmour está bem em conta.

Os ingressos para o show na Pedreira podem ser comprados no site do Blue Ticket: http://www.blueticket.com.br/

 

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Dom é aficionado por música, mas especificamente pelo Rock n’ Roll e suas várias vertentes. Aprendeu crítica musical nas bodegas do Largo da Ordem como o Bills Bar e nas conversas na fila do Madrugueiro que partia ás 5 h da manhã do Terminal Guadalupe.

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